Upstream: construindo para o espaço
O segmento upstream abrange a infraestrutura e a tecnologia que vão
para o espaço. Inclui pesquisa e desenvolvimento, fabricação de
foguetes e espaçonaves, produção de satélites, desenvolvimento de
cargas úteis e operação de sistemas em órbita e em solo.
Em termos práticos, upstream cobre:
- Veículos lançadores e plataformas de lançamento (spaceports)
- Fabricação de satélites e subsistemas
- Estações de rastreio, telemetria e comando
- Integração, testes e validação em solo
Historicamente, esse segmento foi dominado por agências espaciais e
grandes contratadas em contratos de custo reembolsável. A era New Space
traz novos atores privados focados em reutilização, redução de custo por
quilograma colocado em órbita e ciclos de desenvolvimento mais ágeis.
Downstream: usando o espaço na Terra
O segmento downstream engloba os serviços, produtos e aplicações que
usam sinais e dados provenientes de ativos espaciais para gerar valor
aqui na Terra. É onde a economia espacial se conecta diretamente com
setores como telecomunicações, agricultura, logística, finanças,
defesa, seguros e cidades inteligentes.
Exemplos típicos de downstream:
- Serviços de comunicação via satélite (TV, rádio, banda larga, IoT)
- Navegação e posicionamento (GNSS) em smartphones, veículos e frotas
-
Análise de dados de observação da Terra para agricultura,
clima, mapeamento e gestão de riscos
- Aplicações que combinam dados espaciais com outros dados em nuvem
Em termos de receita, o downstream responde pela maior parte do valor
da economia espacial global, com forte predominância de receitas
comerciais provenientes de serviços recorrentes.